quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PALAVRAS...


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            A maioria das pessoas tem dificuldade em expressar suas ideias no papel, ou simplesmente escrever.
            Muitos diriam que a falha está no ensino fundamental ou no médio. Pode ser. Contudo, reflito a respeito de nosso poder de cognição. O pensamento, de longe é mais rápido que a ação manual de montar as palavras letra a letra.

“Quando completei quinze anos, meu compenetrado padrinho me escreveu uma carta muito, muito séria: tinha até ponto-e-vírgula! Nunca fiquei tão impressionado na minha vida.” Mário Quintana

            O mundo das palavras escritas certamente é um mundo à parte. Sempre que leio e releio algo, as reflexões acerca do texto são diferentes. Quem já experimentou reler um livro anos depois sabe do que estou falando, pois é como reviver uma história cujo desfecho já sabemos, é como viver sabendo o que já aconteceu.
            Escrever pode parecer um ato solitário, mas não é. Quando escrevemos estamos ligados às nossas memórias, as pessoas que protagonizam nosso arcabouço de lembranças. É como trazer o passado até o presente. Mas o perigo é que tendemos sempre a corrigir o incorrigível, porque nossas lembranças trazem os fatos para mais próximo do que queríamos que fosse. Então a ilusão frauda a realidade.

“Escrever criativamente é se dirigir a esse ser inefável que define a vida de um texto.” Luis Augusto Fischer

            Escrever também é uma corrida de obstáculos, tantas são as regras, sintáxicas, ortográficas, concordâncias e redundâncias, antonímias e... pasmem: onomatopeias.

“A sintaxe é uma questão de uso, não de princípios. Escrever bem é escrever claro, não necessariamente certo. Por exemplo: dizer "escrever claro" não é certo mas é claro, certo?” Luis Fernando Veríssimo

            Escrever é mais que uma técnica. É mais que seguir regras. É como dialogar com um desconhecido, é dizer o que queremos dizer sem saber se alguém irá escutar.
            Importante, todos dizem que não podemos acreditar em tudo que lemos, pois não sabemos o que há por trás das palavras. Me pergunto: podemos acreditar naquilo que escrevemos então?

André Saldanha
Bolsista BIC/FAPERGS

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Palestra!!!

O Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica, juntamente com o Centro de Ciências Jurídicas e o Núcleo de Artes Visuais de Caxias do Sul - NAVI convidam:


Para a palestra “Liberdade, direito e modernidade” e ainda para a apresentação de vídeo, releitura da obra de Delacroix – La liberté Guidant Le Peuple, de 1830.

Palestrantes: Prof. Leonel Severo Rocha e Mara De Carli.

Data: 30/11/2011
Horário: 19:30 as 22:30
Local: Sala 302 do bloco 58

VALENDO HORAS COMPLEMENTARES.

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

O FGTS do trabalhador poderá ser usado para os investimentos na copa de 2014.


Mais nova ideia para injeção de dinheiro na copa de 2014 é utilizar o dinheiro do FGTS nas obras vinculadas ao evento, confira no link:

Questiona-se esse ato que será posto em votação no senado, pois o fundo foi criado para garantir ao trabalhador brasileiro que tenham verbas disponíveis em caso de necessidade individual. Vez que,  o próprio trabalhador que é obrigado a pagar a contribuição do FGTS não tem a liberdade de utilizar a qualquer momento os valores que lhe dizem respeito.

Aqui se constitui uma típica confusão entre público e privado. O FGTS é uma garantia individual, privada que busca garantir direitos fundamentais do trabalhador, em contra partida o interesse de fomentar obras da copa é, evidentemente, de interesse público que não promove direitos fundamentais.

Portanto, o que justifica essa intervenção? O que garante que o trabalhador que necessitar do FGTS futuramente não terá dificuldades de resgatar os valores que lhe pertencem? Isso não irá desencadear um novo plano Collor, onde as poupanças dos cidadãos foram congeladas e não puderam mais ser utilizadas por aqueles que tinham direito?

A política de Pão e Circo está se profissionalizando cada vez mais, e se o cidadão continuar aplaudindo mais garantias constitucionais serão tomadas de assalto por instituições sem nome e sem rosto. Pois, o Estado é constituído pelos cidadãos, mas as empreiteiras, a FIFA, Ongs e outras entidades não se sabem quem são ou a quem elas servem e prestam contas. Por que então aceita-las aqui, por que aplaudir suas construções, seus feitos e submeter-se às suas ordens?

Quais serão os lucros de tanto investimento? O que, financeiramente o brasileiro ganhará com a copa?
Investir em projetos de infraestrutura aeroportuária, de transporte urbano é uma obrigação da União, art. 21 da CF/88, e dos Municípios, art. 30 da CF/88, portanto devem ser realizados a todo o momento e não às pressas de jogos.

E investimentos nos empreendimentos hoteleiros e comerciais?! E o liberalismo, onde fica? Se injetará dinheiro público nesses empreendimentos e o lucro dos hotéis irá pra onde? Pra saúde é que não vai ir. Se os hotéis precisarem investir eles podem pedir empréstimo no banco, como todo o cidadão brasileiro faz.

Qual será o retorno da copa para os 18 bilhões que os cofres públicos deixarão de recolher para investir em, saúde, educação, moradia, desenvolvimento, energia, empregos? Irão vir gringos pra cá assistir jogos e vão dar pra nos 20 Bilhões? É isso?!

Querem uma previsão do que irá acontecer? Indicamos o Filme O banheiro do Papa que mostra o que aconteceu com uma cidade uruguaia que esperava lucrar muito com a grande visita do Papa. http://www.youtube.com/watch?v=3jK1h91Qpak

Espero que o cidadão saiba pesar o preço que pode pagar por meia dúzia de pelada de futebol.

Colaboração - Henrique Mioranza Koppe Pereira.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

XIX Encontro de Jovens Pesquisadores

Entre os dias 07 e 10 de novembro ocorreu o XIX Encontro de Jovens Pesquisadores da Universidade de Caxias do Sul, e o Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica apresentou os trabalhos quem vem desenvolvendo no Grupo.

 
  Allana apresentou o trabalho Sociedade de consumo e os riscos gerados pela produção de energia.
André, trabalhou com A geração de resíduos sólidos pelo consumo e a sustentabilidade: uma análise da lei 12.305/2010.

Jéssica com O direito ambiental frente aos riscos da sociedade moderna.

Daísa apresentou Energia, paradoxo na modernidade.

Ainda, os bolsistas Bernardo e Larissa participaram da exposição de pôster.

Metaformose Jurídica na Bienal do Mercosul



O estudo vai além do que é exposto em salas de aula e nos livros... O estudo é também a formação cultural do indivíduo diante das reflexões sociais que lhe são cabíveis.
A arte, por sua vez, retrata, das formas mais diversas e sábias a realidade, critica, auxilia, transforma.
É por isso, que o Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica, deu uma passadinha em Porto Alegre no dia 05 de novembro, na Bienal do Mercosul, que este ano apresentou a temática Ensaios de Geopoética, ainda, aproveitando o Grupo foi conferir a Feira do Livro de Porto Alegre.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Vídeo-debate.


Olá queridos leitores...

O Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica juntamente com o Centro de Ciências Jurídicas da Universidade de Caxias do Sul convida:
Nessa terça-feira acontece mais um vídeo-debate, que abordará a temática das publicidades abusivas conforme o CDC. O evento acontece em duas seções, sendo a primeira as 19:30.
Local: Sala 106 do bloco 58.

Valendo horas complementares...

Contamos com sua presença.

Dica do Dia!



sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Pressão popular e alternativas éticas à experimentação promovem diminuição dos testes em animais.



Desenvolvimentos recentes na Holanda confirmam esta tendência. O principal centro de pesquisa holandês, o TNO, anunciou que parará imediatamente com testes em todas as espécies de primatas (os testes em primatas mais próximos ao ser humano já foram banidos em 2003).
Atualmente, cerca de 1600 primatas são usados na Holanda em experiências para desenvolver novos medicamentos para tratar doenças crônicas e infecciosas. A maioria dos primatas usados para testes é importada da China.
Recentemente, uma iniciativa civil para banir os experimentos com gatos e cachorros recebeu apoio suficiente para ser apresentada no parlamento holandês. Acabou sendo rejeitada, mas apenas por motivos processuais.
A parlamentar do Partido pelos Animais, Esther Ouwehand, ficou satisfeita com a iniciativa e está convencida que a proibição acabará por vir. “Pense bem no que fazemos com gatos e cachorros. Queremos uma proibição específica para isso, assim como a que conseguimos para os primatas.”

Pressão popular
O setor de pesquisa e desenvolvimento é, há muito tempo, muito importante na Holanda, e os testes em animais sempre existiram. Em 2009, o ano mais recente do qual se tem dados disponíveis, cerca de 600 mil animais foram usados para experimentos. Mas isso é menos da metade de 30 anos atrás.
A pressão popular aumentou nos últimos anos. O Partido pelos Animais – primeiro partido político no mundo expressamente fundado para representar os direitos dos animais – tornou-se um fator estável e efetivo na política holandesa. ONGs também têm muito apoio popular no país e se provaram lobistas eficientes, tanto junto ao governo como ao setor privado.
Defensores dos direitos animais também são ativos na Holanda. Já houve várias ações nas quais laboratórios de pesquisa foram ocupados para libertação dos animais.
O governo ainda permite os testes com animais, mas os pesquisadores são obrigados a reduzir, aperfeiçoar ou substituí-los assim que possível.


OPINIÃO: O Direito dos animais, para grande parte da sociedade é ainda levada na brincadeira e mera preocupação de alguns que não tem nada para fazer. Todavia, a mobilização e sensibilidade a cerca da defesa dos animais é um movimentos que cresce gradativamente. Diante de pesquisas que já fiz, entendo que o efetivo direito dos animais é construção de uma nova ética, nova maneira de pensar que consagre a natureza, como um todo, como um ente que merece nossa atenção e cuidado. E movimentações como essa, mostram que não estou errada, e que, mesmo de forma lenta, o contexto referente aos animais tende a mudar. Atitudes como essa, na Holanda, devem servir de exemplo a todos os países para que práticas de utilização de animais em laboratórios sejam cessadas. 

Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O apocalipse zumbi já começou

Por Mariana M. K. Pereira

Após inúmeros avisos de que o apocalipse estava próximo, confesso que nunca acreditei em nenhum, e agora me encontro coagida em um canto do meu quarto escrevendo esta súplica em um pedaço de panfleto publicitário, que é o único papel que encontro após os zumbis terem destruído todos os tipos de livros e cadernos.
Comecei a desconfiar da existência do apocalipse zumbi na minha universidade. Foi difícil acreditar, afinal os zumbis são travestidos de pessoas normais, não apresentando nenhuma alteração física visível. No entanto, eles têm o seus cérebros liquidificados, e são regidos apenas pelas suas necessidades físicas e por impulsos de manipulação.
Antes de ingressar no curso superior sempre achei que fossem normais os assuntos banais que percebia em qualquer conversa. Depois notei que não eram apenas conversas, mas sim, o máximo de sinapses que o cérebro líquido de zumbi poderia executar. Vi que meus colegas vagavam pela universidade sem nem ao menos saber o porquê estavam lá. Eles já estavam transformados em zumbis, eram apenas corpos vagando sem direção, buscando saciar suas necessidades biológicas e, ainda pior, vagavam fervorosamente para executar as ações comandadas por uma entidade maior que rege os zumbis através de impulsos visuais ou auditivos.
Acreditei no Apocalipse quando já era tarde, os zumbis já dominavam a Terra, e não existia mais nem um ser humano capaz de construir uma crítica comum. Todas as respostas para qualquer questionamento não passava de grunhidos como: ãaaaaaaa?Uuumm; Ãaaaaaam, entre outros. Estou escrevendo agora e publicarei na internet esse pedido de socorro. Clamo: Ainda existe algum ser humano neste planeta! Socorro, estou pensando em suicídio, talvez roer meus pulsos ainda não sei, pois sinto resquícios de esperança.
Os zumbis usam a internet, a televisão, as imagens postas nas ruas, entre outros métodos para receberem as ordens do seu ente maior. Provavelmente a minha ridicularização será a próxima ordem para que os seres humanos que restam me ignorem.
Todos os dias me faço inúmeros questionamentos para saber se não estou me tornando um, pois ainda não sei como isto tudo começou. Destruí minha TV a pauladas, arranquei os cabos da internet, me enclausurei, mas descobri que a alienação também liquefaz o cérebro. Tem de haver alguma vacina. Por que ainda não sou zumbi? Será que já sou um que nem consigo perceber minha desumanização? Ãaaaaammm Socorroooo!!!!!!!!!


sábado, 22 de outubro de 2011

Sobre o Vídeo-debate


Assim como publicado aqui no blog, na última quinta-feira (20/10/11), o Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica juntamente com o Centro de Ciências Jurídicas realizou o vídeo debate sobre o filme: Rompendo o silêncio (2006 – Espírito Santo). A intenção do grupo era discutir a polêmica envolvendo o movimento contra a empresa ARACRUZ CELULOSE, a democracia no Estado brasileiro, a real finalidade das reservas indígenas e a degradação ambiental em torno da produção de eucalipto. Nosso objetivo foi atingido, já que os presentes interessados participaram do debate demonstrando interesse e expressando suas opiniões. Diante disso, o vídeo debate serviu para demonstrar que necessitamos uma mudança ética socioambiental; assim, a busca desenfreada por lucro será sucumbida por um meio ambiente equilibrado e por políticas públicas igualitárias. Por fim, a única certeza que atualmente podemos ter é a de que se continuarmos nessa mesma filosofia de consumir mais e mais acabaremos com os recursos energéticos, com a natureza e, consequentemente, com nós mesmos.
O Grupo Metamorfose Jurídica gostaria de agradecer a presença dos acadêmicos lá presentes e, assim, desde já ressaltar que promoveremos mais um vídeo debate, ainda esse semestre. Contamos com a presença de todos.

Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica

Vazamento é o pior da história da Nova Zelândia


 

O vazamento de óleo de um navio cargueiro, com bandeira da Libéria, encalhado na costa leste da Nova Zelândia é de cinco a dez vezes maior que o estimado inicialmente, tornando-se no pior desastre de poluição marítima ocorrido até hoje no país, informou o ministro do Meio Ambiente neozelandês, Nick Smith. O navio encalhou a cerca de 12 quilômetros do litoral da Nova Zelândia e carregava 1.700 toneladas de petróleo, além de 4 contêineres de uma substância tóxica de ferro-silício.

"Eu reconheço que este acidente chegou a um estágio avançado, e já pode ser considerado o maior desastre de poluição marítima do país", reforçou o ministro em entrevista concedida a bordo do próprio navio Rena, que chocou-se contra o arrecife Astrolábio. O navio seguia para o porto de Tauranga, a cidade mais populosa na baia da região de Plenty.
De lá para cá, as ondas altas e os ventos fortes têm expandido os danos causados pelo derrame de óleo e dificultado a ação das autoridades na extração do petróleo despejado no mar. As 24 pessoas que compunham a tripulação evacuaram a embarcação.
As autoridades bombeiam o óleo que está na água do mar para uma barcaça, mas as más condições climáticas estão prejudicando esta operação. A Marinha neozelandesa se empenha para remover as 1.500 toneladas que estão no navio e outras 200 toneladas que foram derrubadas no mar. As informações são da Dow Jones.


OPINIÃO: Através da análise da matéria acima, nota-se que mais uma vez  utiliza-se da destruição para lucrar através da exploração ambiental para retirada de petróleo, e a aceitação do risco global, posto que atinge a todos, não respeitando fronteiras.  Os danos causados por estes acontecimentos são de difícil reparação e até mesmo irreversíveis, pois afetam a biodiversidade e acarretam em mudanças do habitat natural. Desastres ambientais como este já ocorreram diversas vezes, e, portanto já se tem conhecimento da potencialidade danosa destes. Então se sabe que o risco que se corre quando se coloca no mar um cargueiro de petróleo é grande, e portanto assumido, e realizado porque para a atual sociedade o risco ambiental é irrelevante perto do lucro gerado por este procedimento. Na atual sociedade a ordem é consumir para gerar lucro econômico, imperando os critérios economicistas.É necessário repensar o atual sistema, a importância dada ao meio ambiente, e as consequências que desastres como este causam, analisando-se racionalmente e não economicamente!

Larissa Wegner Cezar
Bolsista BIC/UCS.

terça-feira, 18 de outubro de 2011

VÍDEO-DEBATE


O Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica juntamente com O Centro de Ciências Jurídicas convida para:

VÍDEO-DEBATE

 Filme: Rompendo o silêncio (2006 – Espírito Santo). 

SINOPSE: Relato das movimentações contra a empresa ARACRUZ CELULOSE. No que toca as áreas tomadas para a produção de eucalipto, produção de capital para uma minoria, e descaso com a comunidade rural, que diante do deserto verde, perde a possibilidade de produção de alimentos e realizar suas atividades de trabalho. 

DATA: 20/10/2011.
HORÁRIO: Das 16h40min às 19h30min.
LOCAL: Sala 302.
INSCRIÇÕES: Na hora, no local do evento.
VAGAS: 60.
VALOR: Gratuito.
PROFESSOR PALESTRANTE: Professor Agostinho Oli Koppe Pereira.


PROMOÇÃO: Centro de Ciências Jurídicas através do Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica.