sábado, 17 de setembro de 2011

Derretimento do Ártico é o 2º maior da história, afirma centro de pesquisa.


Degelo deste ano só perde para 2007, segundo medições feitas por satélite.
Cientistas afirmam que aquecimento global pode ser uma das causas.
A cobertura de gelo que flutua no Oceano Ártico pode ainda não ter atingido seu menor índice em 2011, mas é o segundo mais baixo já registrado desde que satélites iniciaram a medição desta região, em 1979.
As informações são do Centro Nacional de Dados sobre Gelo e Neve (NSIDC, na sigla em inglês), ligado à Universidade do Colorado-Bolder, nos Estados Unidos, e foram divulgadas nesta quinta-feira (15).
A confirmação ocorre após cientistas apontarem a data de 8 de setembro como o dia em que a plataforma de gelo marinho atingiu seu recorde mínimo neste ano, 4,33 milhões de quilômetros quadrados. Apesar do índice ter ficado abaixo ao de 2007, quando a região ficou com 4,27 milhões de quilômetros quadrados de gelo, existe uma preocupação quanto à redução, que está abaixo da média entre 1979 e 2000.

Aquecimento global
A maioria dos cientistas acredita que o encolhimento do gelo do Ártico está ligado ao aquecimento global, causado pelo aumento das emissões de gases de efeito estufa produzidos pelo homem. “Se em um verão vemos a extensão do gelo diminuir em setembro, no ano seguinte essa situação pode ocorrer novamente”, disse Mark Serreze, diretor do NSIDC. “A cobertura do Ártico está tão fina em comparação com o derretimento de 30 anos atrás, que não se pode bater na placa”, complementa.

Serreze disse que em 2007, ano recorde do derretimento de gelo no polo Norte, houve condições meteorológicas que culminaram neste fenômeno. “É interessante que neste ano, não vimos tal padrão climático”, disse.

Impacto ambiental x Interesse comercial
Períodos de insolação elevados durante o mês de julho já eram tidos pelos cientistas como prováveis causas para a redução do gelo no futuro. Há quem defenda que o gelo marítimo no Ártico possa desaparecer por completo daqui a 30 anos, com graves consequências para a Terra, apesar de abrir a oportunidade de exploração de petróleo na área desocupada pelo gelo.

A navegação foi possível pelas rotas Noroeste e Nordeste durante o ano de 2011 por conta da ausência de gelo - a última pode virar rota comercial já que permite a conexão entre os oceanos Pacífico e Atlântico. O degelo já havia deixado as passagens livres duas vezes desde 2008.
A temperatura no Ártico subiu duas vezes mais rápido que a média global nos últimos 50 anos. O ano de 2010 empatou com 2005 como o ano mais quente da história, desde que institutos começaram a fazer medições. Ainda que a agência norte-americana ainda reconheça o ano de 2005 como recordista, as Nações Unidas atestaram o empate.

OPINIÃO: Aqui está a demonstração do risco ambiental que trata Ulrich Beck em seu livro Sociedade de Risco que conforme este, essa sociedade surgiu após a era moderna devido a grande expansão industrial. Através da modernização começaram e evoluíram a destruição ambiental e a emissão de gases poluentes pelo homem que, assim acarretaram riscos ambientais por todo globo, como o efeito estufa.
Se o gelo aqui 30 anos, como previsto, acabar ter-se-á a natureza mais uma vez utilizada como meio de comércio, vez que os grandes interessados em explorar petróleo devem estar felizes pelo derretimento do gelo Ártico, já que irão mais uma vez lucrar com a destruição ambiental. Pois este é o pilar do sistema capitalista, lucrar, lucrar, sem se importar com a destruição do meio ambiente natural e o risco de extinção da raça humana. Conforme Beck a expressão da sociedade de risco é "tenho medo"! Medo de algo que mal se conhece, mas sabe-se que não é nada bom, assim espalha-se o medo por toda esfera global, sem saber onde e a que este nos levará. O aquecimento global traz consequências desastrosas ao meio ambiente e assim, o medo de não haver futuro.
As perguntas relevantes a serem feitas são: qual será o impacto ambiental em relação á humanidade quando todas essas geleiras derreterem?  Qual impacto decorrerá da utilização do espaço desocupado pelo gelo para a exploração comercial?
  
Fonte: http://g1.globo.com/natureza/noticia/2011/09/derretimento-do-artico-e-o-2-maior-da-historia-afirma-centro-de-pesquisa.html

Jéssica Cristianetti
Bolsista BIC-UCS


terça-feira, 13 de setembro de 2011

NOTAS SOBRE A ASSIM DESIGNADA PROIBIÇÃO DE RETROCESSO SOCIAL NO CONSTITUCIONALISMO LATINO-AMERICANO – Texto de Ingo Wolfgang Starlet


A expressão Estado Constitucional de Direito traduz os direitos sociais relativos à dignidade da pessoa humana com premissa básica. Observam-se, atualmente, nos textos constitucionais produzidos uma revolução no plano dos direitos sociais, com variações de forma e amplitude, mas mesmo assim traduzindo sua relevância, onde se destacam os direitos dos trabalhadores. Esses direitos têm sido contemplados a partir dos pactos internacionais, mas que na realidade, apesar de formalizados, necessitam de instrumentos práticos de execução para alcançar sua efetivação. Vê-se como maior desafio a execução do Desenvolvimento Sustentável, conceito que abarca – dentre outros – os pilares sociais, econômicos, ambientais, territoriais e políticos de uma sociedade. A preocupação permanente diz respeito à consolidação permanente dos níveis de proteção social atingidos. Inobstante os riscos impostos pelas condições econômicas e pela globalização dos mercados e seus efeitos nas esferas sociais – o desemprego e o subemprego; a exclusão social; as desigualdades na formação da renda entre outros – são fatores de retrocesso importantes a serem considerados na conquista do não-retrocesso dos direitos sociais adquiridos.
ALGUMAS DIRETRIZES PARA UMA APLICAÇÃO CONSTITUCIONALMENTE ADEQUADA DO PRINCÍPIO DA PROIBIÇÃO DE RETROCESSO EM MATERIA DE DIREITOS SOCIAIS: O valor jurídico da proibição de retrocesso parte do consenso de que esta não pode se tornar de caráter absoluto, relativizando as proibições em face da concretização dos direitos sociais. Um sentido de proibição total engessaria de maneira perniciosa os mecanismos de tutela jurídica a partir de interesses públicos urgentes e relevantes. Seria como privilegiar grupos de interesse ante a soma total da sociedade. Não se pode resguardado no anti-retrocesso permitir que a própria constitucionalização dos direitos sociais impeça o desenvolvimento de toda a sociedade. O avanço social deve estar conjugado a possibilidade do estado de executá-lo, mas permitir que a discricionariedade administrativa não atinja direitos sociais, o que implica numa democratização com a participação de todos, sempre respeitando o núcleo essencial da dignidade da pessoa humana e o seu direito inarredável a vida e ao mínimo existencial.
CONSIDERAÇÕES FINAIS: Inobstante o fato de haverem restado muitas questões em aberto, a realidade é que a proibição de retrocesso e a crescente convergência dos sistemas internacionais de direitos humanos são fatores que possibilitam um processo de compartilhamento dos princípios sociais no sentido de coibir as práticas opressivas e as políticas que resultam em exclusão social. Para se atingir o sucesso será essencial a construção de um modelo constitucional dirigente – no sentido de regulação de procedimento - que implicasse em alcançar os resultados sociais com a vinculação necessária ao desenvolvimento sustentável.

André Saldanha
Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica
Bolsista PROBIC/FAPERGS
SET/2011

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Evolução humana...



Se acredito no mundo? Não sei. Sei, que não creio da evolução do ser humano, pois de humano, embora todos os dias eu tente encontrar, não acho. O que encontro é sua criatividade surpreendente, em cada barbárie que pratica, na sua indiferença em relação aos semelhantes, aqueles que morrem de fome e de frio na porta de suas casas. A relação entre os homens e a mesma relação deles com os animais. A realidade é cruel.
Meu pessimismo não permite deixar aqueles que em nós confiam, a mercê. E é por isso que travo uma luta aos direitos dos animais.
As críticas, as piadas, a indiferença na minha luta pela defesa dos animais, faz-me continuar. Porque eles também são elementos do meio ambiente, da natureza. Eles são os humanos e eles merecem a minha atenção. 


Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Google Street View' começa a mapear comunidades da Amazônia brasileira


São Paulo, 17 ago (EFE) - Imagens do Rio Negro e das comunidades adjacentes no coração da Amazônia brasileira serão incluídas no serviço Google Street View, informaram nesta quarta-feira empresa de internet e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS).
A tecnologia aplicada nessa remota região promoverá 'um tour interativo dentro da floresta amazônica', destacou em comunicado Virgilio Viana, superintendente-geral da FAS.
O 'Google Street View' é um serviço do Google iniciado em 2008 que fornece imagens panorâmicas de cidades em 360 graus, e vai começar a mapear comunidades ribeirinhas da Floresta Amazônica.
'Será uma oportunidade única de compartilhar a beleza do ambiente e da cultura local com o mundo', destacou a FAS, uma ONG que promove a educação e o apoio social, econômico e ambiental às comunidades da Amazônia.
As imagens serão capturadas por barcos com o trike triciclo com câmeras do Google - acoplado - e a primeira fase do trabalho deve durar três semanas.
'Esta aliança inédita com a FAS tornará possível nosso projeto de treinar e capacitar moradores das próprias comunidades para captar imagens de outras partes da Amazônia' afirmou Karin Tuxen-Bettman, líder da equipe de Geolocalização do Google.
Para Karin, esse serviço permitirá que pessoas do mundo todo conheçam de perto os 'desafios de conservação, desenvolvimento comunitário e sustentável na Amazônia'.
'Esperamos que esta iniciativa fomente outras alianças que também possam unir a alta tecnologia ao conhecimento dos locais', acrescentou.


OPINIÃO: Não é novidade que a Floresta Amazônica esconde além de uma beleza estonteante, uma biodiversidade incrível. Diante disso, não devemos nos enganar com a ideia da Google de permitir vislumbrar os desafios de conservação, o desenvolvimento comunitário e sustentável na Amazônia. Existe mais do que o simples interesse de divertir as pessoas nesse procedimento, o mundo está de olho na biodiversidade da Floresta. Empresas farmacêuticas e cosméticas têm um profundo interesse em pesquisas envolvendo o ecossistema amazônico. Tal argumento é mera desculpa para conhecer ainda mais das riquezas da Amazônia e futuramente lucrar com isso. Eis o interesse de grandes corporações.

Bernardo Sachet
Bolsista BIC/UCS