terça-feira, 31 de janeiro de 2012

PF estima que vazamento em Tramandaí seja 17 vezes maior do que o divulgado


A Polícia Federal estima que o vazamento de óleo ocorrido no mar de Tramandaí na última quinta-feira seja 17 vezes maior do que o divulgado pela Transpetro. A subsidiária da Petrobras estimou que 1,2 metro cúbico da substância foram despejados no mar, o que corresponde a 1,2 mil litros. Para a PF, no entanto, o volume foi de 20 metros cúbicos.
Pela manhã, a PF anunciou que abriu inquérito para apurar o suposto crime ambiental. A Transpetro vai ser investigada por causar poluição em níveis que acarretem danos à saúde humana, com a agravante de impedir o uso das praias, que são públicas.
Especialista em desastres ambientais, o técnico do Ibama Marcelo Amorim também contesta o dado fornecido pela Transpetro sobre o volume do vazamento. Amorim explica que o mangote por onde escapou o petróleo teria uma vazão de 1 mil litros por segundo.
— Seria como se o vazamento tivesse durado um único segundo — refuta ele, coordenador de Atendimento de Emergências Ambientais do Ibama, que foi deslocado de Brasília para atuar na operação em Tramandaí.
Por meio de nota, a Transpetro garantiu que seus cálculos foram baseados "em inspeção visual e em tabelas de medição internacionalmente adotadas". Informou, ainda, que a prioridade inicial era combater a emergência — os dados definitivos, conforme a companhia, serão divulgados após o fim das apurações.
O Departamento de Qualidade da Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Estado (Fepam) verificou que não há mais quantidade significativa de óleo na água e liberou o banho de mar nas praias de Tramandaí e Imbé a partir desta segunda.


Opinião: Que tal começarmos a contagem regressiva para o fim da biodiversidade marinha???? É só pensarmos em tantas tragédias ambientais que vem ocorrendo nos oceanos... E por hora, é isso o que tenho para dizer...

Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

Sabedoria da Mafalda.... =]


Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

McDonald's troca receita de hambúrguer após denúncia de chef



Após o chefe de cozinha e ativista Jamie Oliver descobrir - e divulgar em seu programa de TV - que a rede McDonald's utiliza hidróxido de amônio para converter sobras de carne gordurosas em recheio para seus hambúrgueres nos Estados Unidos, a marca anunciou que mudará a receita, segundo informações do jornal Mail Online. "Estamos comendo um produto que deveria ser vendido como a carne mais barata para cachorros e, após esse processo, dão o produto para humanos", disse Oliver. "Por que qualquer ser humano sensato colocaria carne com amônio na boca de suas crianças?", questiona. O processo de conversão da carne é feito por uma empresa chamada Beef Products Inc (BPI), segundo o jornal. O veículo afirma ainda que esse processo nunca foi utilizado no Reino Unido, nem na Irlanda - que utilizam a carne de produtores locais. O McDonald's negou que tenha sito forçado a trocar sua receita por causa da campanha de Oliver. O jornal diz ainda que outras duas redes de comida rápida, Burguer King e Taco Bell, já tinham sido pressionadas e removeram o hidróxido de amônio de suas receitas.

Fonte:http://economia.terra.com.br/noticias/noticia.aspx?idNoticia=201201261711_TRR_80776024


E ai? ta ainda com fome?

Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

Ambientalistas apresentam no Fórum Social Temático propostas para cidades mais sustentáveis


Em meio a discussão por soluções globais de enfrentamento dos problemas ambientais, de olho na Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20, ambientalistas defenderam nesta quarta-feira (25) durante o Fórum Social Temático 2012 (FST) um olhar local sobre os desafios da sustentabilidade, colocando as cidades no centro da debate.
“Não podemos ver as cidades como um mero amontoado de problemas. São também um espaço facilitador para a resolução desses problemas”, disse a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva. Em sessão concorrida, que lotou o auditório da Faculdade de Direito da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Marina estava ao lado de velhos conhecidos da esquerda brasileira, entre eles os teólogos Leonardo Boff e Frei Betto e o ativista e pai do Fórum Social Mundial, Oded Grajew.
O socioambientalista e ex-consultor do Ministério do Meio Ambiente Tasso Azevedo disse que se as cidades concentram problemas, elas também agrupam soluções. “Não é mais tempo de pensar nos grandes objetivos, a gente deve pensar em nível mais local. O que falta hoje é definir em que lugar queremos chegar como coletivo”, disse
Durante o debate, o programa Cidades Sustentáveis, ligado a organizações como o Movimento Nossa São Paulo e o Instituto Ethos, lançou uma plataforma com sugestões em níveis internacional, nacional e local para melhorar a qualidade de vida nas cidades e incluir o centros urbanos na busca de soluções para problemas ambientais globais.
Entre as propostas apresentadas pelo grupo, estão políticas de financiamento para os Poderes locais para investimentos em projetos de sustentabilidade, o fortalecimento da representatividade de autoridades locais nas instâncias multilaterais e a criação de sistemas internacionais de intercâmbio, para que as cidades possam trocar experiências sobre iniciativas sustentáveis.
Medidas locais, como o incentivo do uso de bicicletas como meio de transporte, a ampliação do acesso água potável e o estabelecimentos de metas de gestão também estão entre as propostas que serão apresentadas a governos. Além de serem levadas a governos, as iniciativas farão parte de uma agenda de compromissos que será apresentada a candidatos nas próximas eleições municipais.
A campanha “Eu voto sustentável” sugere que eleitores cobrem dos candidatos a adoção de compromissos para cidades mais sustentáveis. “Desde já precisamos estar alertas ao processo eleitoral. Façam uma pauta de compromissos dos candidatos e perguntem se eles se comprometem com os pontos da pauta. Vamos exigir compromissos por escrito”, disse o teólogo Frei Betto. (Fonte: Luana Lourenço/ Agência Brasil)

Fonte: http://noticias.ambientebrasil.com.br/clipping/2012/01/26/79443-ambientalistas-apresentam-no-forum-social-tematico-propostas-para-cidades-mais-sustentaveis.html

OPINIÃO: Debater, criticar, pensar, fazer e refazer são algumas das atitudes necessárias e esperadas para a ruptura da formação social que temos. A sociedade atual está marcada por problemas ambientais, que a cada dia tornam-se mais graves. Tais problemas são reflexos de uma sociedade em crise, que inverte valores, que opta pelo ter, ao invés do ser.
Estar pensando em alternativas, em novas formas, em soluções para os problemas é relevante. E os meios tecnológicos devem ser utilizados como instrumentos para contribuir nas soluções desses problemas.
O Evento que ocorre em Porto Alegre é pioneiro e de grande relevância para refletir sobre o que ocorre na sociedade nos dias de hoje, agora é preciso por em prática as idéias tão bem elaboradas e formar, efetivamente um mundo melhor para o meio natural e para nós.

Daísa Rizzotto Rossetto.
Bolsista BIC/CNPq

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Perdas econômicas por catástrofes naturais batem recorde em 2011



Prejuízo atingiu US$ 366 bilhões, segundo estimativas da ONU.
Terremoto no Japão, em março, foi responsável por cerca de 60% da cifra.
As perdas econômicas provocadas por catástrofes naturais alcançaram um nível recorde em 2011, chegando a US$ 366 bilhões. As estimativas foram publicadas na quarta-feira (18) pela ONU e pelo Centro de Pesquisa sobre a Epidemiologia de Desastres.
No total, a ONU computou 302 desastres naturais em 2011. Entre os considerados de alto impacto, a organização incluiu as chuvas no Brasil, em janeiro.
O prejuízo representa um aumento de 50% em relação ao recorde anterior, de US$ 243 bilhões, atingido em 2005. O terremoto que atingiu o Japão em março foi responsável por 57% do valor total, com uma perda de US$ 210 bilhões.
Já a quantidade de vítimas atingiu 29.782. Cerca que 70% delas morreram em terremotos.
“Se não nos prepararmos para o pior, muitos terremotos em áreas urbanas ao redor do globo vão causar ainda mais perdas humanas no futuro, na medida em que mais e mais pessoas se mudam para cidades”, declarou a diretora da Estratégia Internacional de Prevenção de Catástrofes das Nações Unidas (UNISDR), Margareta Wahkstrom, em comunicado.
Os números da ONU também mostram que 206 milhões de pessoas foram afetadas pelos desastres naturais de 2011. Delas, 106 milhões foram atingidas por cheias, 60 milhões por secas (principalmente na China e no Chifre da África), e 34 milhões por tempestades.
Também foram listados como desastres de alto impacto o furacão Irene, nos Estados Unidos, as enchentes na Tailândia, o terremoto na Turquia e a tempestade Sendong, nas Filipinas. Do total de catástrofes, 45% ocorreram na Ásia.

Opinião: Grandes perdas econômicas, e fica aonde a perda do equilíbrio ecológico? O planeta Terra não suporta mais as criações humanas, o desregrado crescimento tecnológico em busca de um progresso lucrativo, onde o que importa é a economia. Não que esta seja ruim, e sim muito importante, entretanto a questão é até quando considerar a economia mais importante do que o sistema ecológico que nos mantêm vivos? Até quando explorar o meio ambiente sem pensar nas conseqüências? As conseqüências começam a aparecer e se tornam cada vez maiores, o que podemos esperar do futuro?
Após a catástrofe ocorrida no Japão, devido a explosão do reator da usina nuclear de Fukushima, os governantes querem reativar todas as usinas existentes no país, que foram desligadas após o episódio desastroso. O povo começa a protestar, com medo, o medo de não haver futuro como trata Ulrich Beck. O medo começa a tomar conta do mundo, precisamos repensar este progresso tão desejado, é preciso lutar pela conservação daquilo que ainda resta de recursos ambientais. O meio ambiente não suporta mais exploração.


Jéssica Cristianetti
Bolsista BIC/UCS

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Belo Monte: começam primeiras obras de represamento


http://www.oeco.com.br/noticias/25619-belo-monte-comecam-primeiras-obras-de-represamento

Depois dos primeiros estudos feitos na década de 70 e de longas batalhas judiciais, o Brasil começa a ver sair do papel, em um momento que pode ser classificado como histórico, as primeiras obras que viabilizarão a hidrelétrica Belo Monte, no rio Xingu. Neste domingo, 15, a equipe do Movimento Xingu Vivo para Sempre (MXVPS) registrou a construção de uma ensecadeira, espécie de barragem provisória que desvia o curso d´água para permitir atividades de construção civil no leito do rio. A barragem definitiva terá 6,8 km de extensão. A obra teria começado logo após o ano novo e está localizada no Sítio Pimental, a cerca de 40 km a jusante de Altamira, no Pará. Conforme informações da Norte Energia, "neste sítio fica o conjunto de obras que efetivamente barra o rio Xingu".

De acordo com o Ministério Público Federal do Pará (MPF/PA) os impactos desta construção têm sido sentidos por etnias indígenas. Hoje, 17, o MPF/PA recebeu uma carta dos Arara, que vivem na Terra Indígena Arara da Volta Grande do Xingu, pedindo providências em relação às intervenções devido à quantidade de terra e cascalho jogados no rio. Eles afirmam que estão ingerindo o líquido, já barrento, e que não possuem poços artesianos. Pedem que providências sejam tomadas em sua defesa e da Terra Indígena Paquiçamba, onde vivem os Juruna. 

"Queremos garantir a regularidade destas ensecadeiras, já que as condicionantes permanecem sem cumprimento. Vamos questionar o Ibama, a Norte Energia e a Funai a respeito das mesmas, pois a água do Xingu já tem afetado indígenas", afirma Helena Palmquist, assessora de imprensa do MPF/PA. "Queremos que o Ibama e a Agência Nacional de Águas façam uma vistoria urgente no local das obras e na qualidade da água que está chegando nas aldeias, assim como informem quais medidas estão sendo tomadas para garantir água potável a estas pessoas", diz.

Em um comunicado oficial, a Norte Energia afirma que “devido às características da região, com chuvas constantes nesta época do ano, é natural que uma pequena parte da terra seja carreada pelo rio. Isto será eliminado, nos próximos dias, com a conclusão da ensecadeira”. A empresa não se manifestou a respeito de medidas para minimizar o impacto causado sobre populações indígenas.


Opinião: A construção da hidroelétrica é só mais um capítulo de uma longa história da “evolução” humana, bastante preocupada, na atual sociedade, com os problemas ambientais (ironia). Essa preocupação está sustentada em pilares tão fracos que interesses econômicos e políticos se sobressaem de maneira pungente. Sim, precisamos crescer, precisamos fontes de energia, mas precisamos de evolução humana, que busque alternativas que pensem de igual forma nas questões ambientais e sociais que estão, a estas, relacionadas... E já que o ano está se iniciando e os mesmos problemas continuando, há que dizer: os anos não mudam realidades, o que muda é a mudança do pensamento humano.


Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

sábado, 14 de janeiro de 2012

Começando o 2012...

Olá amigos leitores do Blog do Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica...

Estivemos "sumidos" por uns dias, mas agora estamos de volta, para compartilhar notícias e opiniões com vocês...

Então, FELIZ 2012 PARA TODOS... Esperamos que no novo ano que se inicia coisas boas aconteçam...

Abraço à todos...