sexta-feira, 29 de junho de 2012

Quanto custa?



“Se penetrássemos o sentido da vida seríamos menos miseráveis.”
Florbela Espanca

Quanto custa a re-socialização de um preso? Quanto custa o desenvolvimento sustentável? Quanto custa a reabilitação do drogado? Quanto irá custar ensinar a criança? E alimentar o miserável? E a cuidar do doente? Quanto custa proteger as florestas, os rios, os pássaros? Qual é o valor da vida?
Quando quer pela sua vida? Pela minha vida? Pela vida do teu filho? Do teu pai?
Diante de tantas mudanças e novas reformulações, entre as mais evidentes está às relações mercantis que se sobressaem sobre o que antes eram relações humanas. Tudo passa a ser fracionado ao valor monetário, a notas de papel com um número qualquer... É isso que nos tornamos: coisa? Meras coisas a serem usufruídas por alguns, descartadas por outros. Agora, somos produtos postos em prateleiras, analisados se está caro ou não?
E se questionares, novamente: Quanto custa? Eu respondo: Não há valor, porque não tem valor. Afinal tem mesmo algum valor a tua vida? Têm realmente valor as belezas naturais? Têm valor os animais? A proteção que sempre lhe foi devida?
Já passou do tempo de pararmos de  reproduzir o que a sociedade do capital nos ensinou: valorar aquilo que pela essência jamais teve valor. Passou do tempo de consideramos estimável tudo que sempre foi (e deverá ser sempre) inestimável. Já venceu o prazo de estancarmos a miserabilidade dos nossos corações.
Já é chegado o tempo de nos tornarmos humanos, humanos pela humanidade que nos falta...

Escrito por Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq


segunda-feira, 11 de junho de 2012

Palestra.





Como atividade da semana do meio ambiente, o Professor Doutor Agostinho Oli Koppe Pereira, Coordenador do Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica, palestrou no dia 02 de junho, sobre Consumo Consciente e a problemática ambiental que cerca a questão. O Evento ocorreu na Universidade de Caxias do Sul e contou com a participação de acadêmicos e professores.

sábado, 2 de junho de 2012

IX Seminário Internacional - Demandas sociais e políticas públicas na sociedade contemporânea.



O Grupo de Pesquisa Metamorfose Jurídica fez-se presente no IX Seminário Internacional – Demandas Sociais e Políticas Públicas na Sociedade Contemporânea, que ocorreu nos dias 31 de maio e primeiro de junho, na Universidade de Santa Cruz (UNISC).
Cada pesquisador teve a oportunidade que explanar sobre as pesquisas quem vem sendo realizadas dentro do grupo e, também, de ampliar o leque de conhecimento.
Os trabalhos apresentados foram:

Allana Wilmsen com orientação de Jerônimo Giron. - O PARADIGMA MULHER E POLÍTICAS PÚBLICAS DE PROTEÇÃO E EMANCIPAÇÃO FEMININA

André Saldanha (BIC/FAPERGS) com orientação de Margarete - A TUTELA CONSTITUCIONAL DO MEIO AMBIENTE URBANO: DA COMPLEXIDADE SOCIAL AO RISCO CONSTRUÍDO

Daísa Rizzotto Rossetto (PIBIC/CNPq) com orientação de Agostinho Oli Koppe Pereira - CIDADANIA: SUA EFETIVAÇÃO A PARTIR DE POLÍTICAS PÚBLICAS NA MODERNIDADE E FORMA DE PROTEÇÃO DO MEIO AMBIENTE.

Jéssica Cristianetti (voluntária) com orientação de Cleide Calgaro - O DIREITO SOCIAL AO TRABALHO: A ESCRAVIDÃO NO SÉCULO XXI COMO QUEBRA DE UMA GARANTIA CONSTITUCIONAL.

Larissa Wegner Cezar (BIC/UCS) com orientação de Henrique Mioranza Koppe Pereira - HABITAÇÃO NO MEIO AMBIENTE URBANO: ASPECTOS JURÍDICOS E AMBIENTAIS.

A Marcha das Vadias






Trazemos novamente para o blog a discussão acerca da condição da mulher na sociedade, em uma semana em que tivemos a organização da Marcha das Vadias, em Porto Alegre. Esse movimento, que teve sua primeira passeata no Canadá, foi organizado por estudantes após a declaração de um policial, afirmando que o fato de as mulheres se vestirem como "vadias" poderia estimular o estupro. Pois bem, em casos de violência, seja ela física ou simbólica, não há que se falar em opinião. A justificação não pode existir, em hipótese alguma, muito menos baseada em juízos de valor machistas.
A marcha do fim de semana gerou repercussão. Como era o esperado, o maior número de comentários se deu justamente em função de algumas participantes terem optado pela nudez para protestar. São tantas as imagens a serem compartilhadas e tantas discussões trazidas a tona, que eu não me conformo que a população (incluindo mulheres) abram a boca EXCLUSIVAMENTE para falar da nudez das participantes da marcha, reforçando um conceito usado para ridicularizar, inferiorizar e desculpar a violência contra a mulher: VADIA!
O reducionismo é o que de fato me assusta. Tantos significados caminhando pelas ruas de Porto Alegre, tantas crianças, jovens e senhoras que certamente já sentiram o peso do machismo, da submissão ou da opressão e as pessoas só conseguem comentar sobre os peitos que ficaram a mostra.
Não importa com quantas pessoas diferentes uma mulher mantêm relações sexuais, se ela se manifesta contra a desigualdade tirando a blusa ou se ela opta por não ser delicada. Isso não a faz menos mulher, tampouco permite que as outras pessoas a julguem, a violentem ou se sintam melhores do que ela. O machismo não é questão de opinião e não é direito meu gritar para que a desigualdade permaneça. Não podemos permitir que algumas práticas sejam reforçadas sob a égide da “liberdade de expressão”. Afinal, não gostar de negros e de gays também é questão de opinião, não é?

Fotos retiradas da página:
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.3628635807039.2144953.1608395891&type=3

Allana Ariel Wilmsen Dalla Santa