sexta-feira, 29 de abril de 2011

Pelemania



Depois de uma estrondosa discussão no twitter, expõem-se aqui a nova “mania” da marca AREZZO, que usa peles legítimas de coelhos, raposas e outros animais, com o slogan: Pelemania. O pior é perceber que tal marketing faz sucesso, afinal na esfera consumista em que vivemos, é elegante dizer: meu sapato é de pele de coelho, é legítimo.
Porém, tal pele vem de um animal que sofre maus tratos na China, a pele desse animal foi retirada enquanto o mesmo agonizava, pois pela melhor “qualidade da pele” a remoção da pele acontece com o animal vivo...
Até que ponto chega a ignorância humana, desconhecendo a vida animal?
Já se passou da hora de dizer chega ao abuso à vida animal. É preciso evoluir homem primata...

Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Água: o problema mundial



Todos os dias você escova os dentes, toma banho, lava as mãos, faz comida, lava a louça e a roupa, utiliza a descarga. Você já pensou o quanto tudo isso consome de água por dia?  Para passar das conjecturas aos dados, verifique em sua conta o total de metros cúbicos mensais e divida esse total por 30 dias e pelo número de pessoas que moram na sua casa. Assim, você terá a sua média individual diária calculada.  Somos hoje 6 bilhões de habitantes no planeta, com um consumo médio diário de 40 litros de água por pessoa.  Um europeu gasta de 140 a 200 litros por dia, um norte-americano, de 200 a 250 litros, enquanto em algumas regiões da África há somente 15 litros de água disponíveis a cada dia para cada morador. Segundo dados da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp), o consumo médio diário por habitante da cidade de São Paulo é de 200 litros de água, considerado altíssimo. Há grande desperdício, isto é, os paulistanos deixam uma pegada ecológica excessiva, no que se refere à água. Certamente é possível melhorar muito! (http://www.wwf.org.br/wwf_brasil/pegada_ecologica/estilo_vida/)
Opinião: Será que efetivamente pensamos em nossos atos cotidianos? Até que ponto refletimos a partir desses pequenos atos.
Na percepção desta crise ecológica e de valores foi sendo, de certa maneira, configurado um conceito de ambiente como sendo uma visão do desenvolvimento da humanidade – antropocentrismo, tudo voltado ao fator “poder” -, que reintegra os valores da natureza, as extremidades sociais e, de certa forma, o paradoxo do mundo negando a racionalidade ética e conduzindo o progresso à modernização e a destruição do planeta e de seus recursos naturais. A exploração dos recursos naturais, no caso, a água, se manifesta como uma crise na civilização, de uma sociedade moderna, sendo o sintoma da vaidade humana, que acaba desencadeando um quadro de problemas tanto no campo ecológico, como social, como cultural, como político.

Profa. Ms. Cleide Calgaro
Curso de Direito da Universidade de Caxias do Sul
 

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Você compraria um produto feito com trabalho escravo?



Hoje na sociedade dita moderna, voltada para uma visão cartesiana, onde o capitalismo impera no planeta e o lucro é o seu principal fundamento não pensa no indivíduo/cidadão.
Na atualidade, o objetivo da vida é o lucro e a compra de produtos, isto é, o prazer máximo, definido como satisfação de todos os desejos ou necessidades subjetivas de alguém.
Infelizmente, o homem moderno e globalizado parece incapaz de compreender a transcendência de uma sociedade que não esteja centrada na competição e desigualdades. Vive-se numa sociedade aquisitiva, na qual desejar, adquirir, possuir e obter lucro são direitos tidos como sagrados dentro do corolário de ideologia capitalista.
Atualmente se sabe que compramos vários produtos vindos de trabalho escravo e o que fazemos? Qual nossa atitude?
Vários inocentes são mortos por causa do “lucro” de alguns e qual a razão disso? Será que vale a pena tolerar esse absurdo?
E, quanto ao ser humano envolvido nisso, como fica?
Será que o lucro desmedido vale a pena?
Até quando vamos aceitar esse tipo de situação em nossa sociedade dita moderna.


Profa. Ms. Cleide Calgaro
Curso de Direito da Universidade de Caxias do Sul

quarta-feira, 20 de abril de 2011

Paradoxo - radiação que mata e cura.



Há aproximadamente um ano fiquei abatida e inconformada com a necessidade de tomar medicamentos de uso contínuo. Pois é, para que uma perfeccionista admita e aceite que uma “porção” do seu corpo não está funcionando como deveria é muito difícil. Não conseguia compreender. A inconformidade em saber que a tireóide não iria “ouvir” as minhas cobranças dizendo: – Deixe de ser preguiçosa, DEVES funcionar perfeitamente, trouxeram um sentimento de impotência.
Bem, superei e aceitei a condição de tomar todas as manhãs o “bendito” Eutirox. De lá para cá, devoro todas as informações que contenham a palavra “tireóide”.
Mas, qual a relação entre os temas – radiação e tireóide? Surpreendentemente a radiação que aflige o Japão hoje pode ser o tratamento para os males da tireóide.
Folheando o jornal ZH neste sábado chuvoso deparei-me com a matéria sobre a utilização da radiação para diagnóstico e cura de doenças. Fiquei comovida com o relato, que reproduzirei a seguir, da professora da UFRGS dizendo que o “iodo radioativo” tem “gosto de esperança”.
“Em 2009, a psicóloga e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Carla Vasques, 42 anos, descobriu num exame de rotina que seu TSH (hormônio estimulante da tireóide) estava um pouco elevado. A endocrinologista solicitou uma ecografia da glândula, e o exame detectou um nódulo de 0,5   centímetros. O próximo passo foi uma  biópsia, que acabou apontando um carcinoma. Carla era portadora de um câncer.

— Apesar do susto — a palavra câncer é impactante —, a cirurgia (para remoção da tireoide, a tireoidectomia) foi supertranquila. É importante cercar-se de bons médicos. Além disso, cercar-se de pessoas que nos amam é fundamental — diz a psicóloga, lembrando que, durante um mês, a recomendação foi não usar hormônios e cortar todo o sal e alimentos iodados, tudo em função da iodoterapia que estava por vir.

Carla desconhecia essa área da Medicina. Conta que teve medo.

— Seria uma mulher radioativa? Ficaria verde? Pensei muitas bobagens. Chorei. No dia de tomar o iodo, a médica levou-o em uma caixinha toda blindada, altamente contaminante. Para uma pessoa saudável, a radioatividade é um veneno. Para mim, foi a cura. Um vidro bem pequeno. Um líquido incolor, sem cheiro. Bebi com toda a minha força e fé. E, afirmo, o gosto é de esperança — lembra.

Desde então, Carla faz exames regularmente e usa medicação todos os dias. Ela tem uma vida normal, e está curada.”
Fonte:http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default.jsp?uf=1&local=1&section=Segundo%20Caderno&newsID=a3274694.xml

Este é o paradoxo. Enquanto no Japão a ânsia é pelo controle desesperado dos níveis de radiação, por aqui, a mídia impressa aborda através de entrevistas com especialistas a manutenção da saúde das pessoas através desta mesma radiação, contudo, em níveis menores, é claro. A radioatividade nem sempre é nociva o risco está na medida do seu uso.

Profa. Ms. Margarete Fátima Lucca
Pesquisadora Voluntária

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Caso Bolsonaro

Entristecedoras as declarações do deputado Jair Bolsonaro do PP-RJ. Mais entristecedor ainda é saber que nós, representantes do povo brasileiro, o elegemos através do voto. Devido à repercussão do caso é possível encontrar os comentários mais diversos sobre o assunto e, infelizmente, verificar que muitas pessoas concordam com ele.
Alegar que, por um erro, equivocou-se ao responder a pergunta não justifica nada.  Ocorreu que ele apenas mudou o preconceito: de homofobia para racismo. Quero crer que, de fato, o deputado tenha se enganado, mas não com a pergunta. Ele deve ter se enganado com a escolha da carreira política.
No site http://www.bolsonaro.com.br/jair/ é possível acessar discursos proferidos pelo Sr. Deputado em plenário. Por vezes, assume posturas pejorativas e agressivas contra homossexuais e se mostra contrário a diferentes políticas de inclusão. Seu desconhecimento sobre os programas dos quais critica, entre eles o Bolsa Família, é visível. Caracteriza o programa como “assistencialismo” que “escraviza” a população. Salvo opinião contrária, se a estrutura do programa é assistencialista isso nada mais é do que um reflexo dos nossos legisladores preconceituosos e retrógrados.
Os filhos de Bolsonaro saíram em defesa do pai dizendo que ele vai contra o politicamente correto e a sua opinião deve ser respeitada. Declaração irônica: ele não precisa respeitar a opção sexual feita pelas pessoas, mas deve ter sua opinião aceita. É perceptível, que os filhos Carlos e Flávio Bolsonaro, vereador e deputado estadual respectivamente, foram “bem educados”. Bem educados a ter opiniões preconceituosas e que se baseiam no senso comum.
O parlamentar, como se não fosse suficiente, é favorável a ditadura militar. O que corrobora a percepção conturbada e alienada que ele expressa em suas declarações.
A OAB-RJ e a ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) entraram com representações contra o deputado.

Allana Ariel Wilmsen Dalla Santa
Bolsista BIC/UCS

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Massacre em escola do Rio de Janeiro mostra a debilidade da sociedade em compreender seus próprios eventos

Imagem retirada de: http://www.dignow.org/

No dia 07 de abril de 2011, próximo das oito horas e trinta da manhã, com a suposta intenção de ministrar uma palestra, um ex-aluno adentrou na Escola Tasso da Silveira (bairro Realengo na zona oeste do Rio de Janeiro). Mas não é isso que causa aviltamento, e sim o fato de que  a palestra não passava de um subterfúgio para a realização de um massacre que provocou a morte de 11 crianças, com idade entre 12 e 14 anos, e pôs em risco de morte outras 18. O assassino foi identificado como Wellington Menezes e Oliveira, de 23 anos, que se suicidou logo após ter seus planos interrompidos pela polícia. Wellington deixou um bilhete no local, no seu conteúdo notava-se o total delírio e desespero.  Há suspeitas de que o atirador sofra de distúrbios mentais. Quanto às autoridades, essas estão se reunindo na localidade para obter maiores informações e prestar esclarecimentos para a comunidade.
Todavia, o trágico acontecimento ocorrido nessa manha de quinta-feira não causa surpresa, mas nos faz refletir sobre um caso semelhante ocorrido em 16 de abril de 2007, no estado americano da Virgínia, quando um jovem estudante universitário Seung-Hui Cho, de 23 anos, matou 32 pessoas e feriu 15, vindo a suicidar-se momentos depois.  Após realizar o primeiro ataque Seung-Hui Cho deixou um bilhete que, conforme relatado pela imprensa americana,criticava os "garotos ricos", a "degeneração" e os "charlatões mentirosos" da universidade. A chacina ocorrida na Virginia Tech University foi descrita pelos jornais como “a maior chacina ocorrida em uma universidade americana”.
Leitores atentos, e também os não tão atentos, podem observar a repetição de algumas palavras, tais como: jovem, estudante, morte, bilhete e suicídio. Seria muito simples definir tal acontecimento como anormal ou patológico, pois alguns fatos recentemente ocorridos no mundo podem colocar a chacina de Realengo como uma onda que foge ao controle da sociedade, mas que em momento algum pode ser chamada de anormal.
O que se coloca para refletir no presente fato não trata das vitimas ou do assassino e sim do poder autofágico que a presente sociedade possui. Autofagia representada pelo vácuo que tomou conta do que antes era denominado de “ser humano”.  Vácuo que não é somente representado pela indiferença do assassino de Realengo, mas sim da sociedade como um todo. A desumanidade de tal ato pode ser visto como uma reação violenta ocasionada por tantas outras desumanidades difusas provocadas ao autor do crime. Esse estranho paradoxo em que autor e vítima se confundem em um só sujeito mostra a fragilidade em que o atual sistema social se encontra.
Dessa forma, falar de desemprego, marginalização, discriminação das minorias, dentre outros meios nos quais a indiferença social toma a forma de desumanidade é apontar para o caráter hipócrita em que a sociedade comunica os seus próprios desastres. Hipocrisia que consiste em atribuir como única causa do crime à desumanidade ou psicopatia do assassino, quando, bem na verdade, há uma multiplicidade de causas presentes na sociedade e que estão muito além da brutalidade do assassino de Realengo. Mas essas múltiplas causassão categoricamente encobertas por meio do subterfúgio da anormalidade, da demência, da psicopatia do criminoso que já não pode mais ser ouvido. Desse mesmo modo o desemprego, a marginalidade e discriminação das minorias são vistos pela sociedade por meio de manifestações anormais, dementes ou psicóticas dos excluídos. Dar respostas simples como estas aos nascentes problemas sociais é virar as costas para as soluções criativas que poderão surgir. A anormalidade é um dogma a ser superado, e como tal não aceita respostas simples como a desumanidade, psicopatia ou a demência dos autores- vitimas da sociedade.

Opinião de Murilo Grifante
Bolsista BIC/Fapergs

domingo, 10 de abril de 2011

Contenção e Repressão


            Todo o dia nos deparamos com notícias sobre o terremoto seguido de tsunami que devastou o nordeste do Japão, hoje, por exemplo, dia 07 de abril de 2011, às 11h32min de Brasília, 23h32min locais, um novo terremoto de magnitude 7.1 na escala Richter, seguido de alerta de tsunami atingiu novamente o Japão. Fazem 27 dias da primeira devastação. Ainda não foram apurados os danos atuais, mas certamente o cenário não é de alento para aquele povo.
            O Japão, é sabido, posiciona-se geologicamente em cima da confrontação das placas tectônicas Eurasiana, Filipina e Pacífica. Este triângulo em constante movimento torna o Japão um dos países que mais está exposto ao risco de terremotos.
            Hoje, além do desabastecimento geral, da falta de água, de comida e das condições precárias dos desabrigados, o país luta contra o risco de um desastre nuclear de proporções inéditas na história do mundo.
            Na revista Veja de 06 de abril, ano 44, nº 14, página 98, a colunista Betty Milan (http://veja.abril.com.br/060411/contencao-e-repressao-98.html) traça um quadro psicológico interessante a respeito da cultura japonesa. Ela frisa que
“a vida depende do ensinamento da contenção, que não é sinônimo de repressão. Quem se contém o faz porque quer fazê-lo, e não porque é obrigado pelos outros. Obedece a uma lei que não é exterior, mas que foi interiorizada.”
            Numa passagem de olhos sobre as palavras da escritora, pouco vem à mente, mas vendo a foto acima é que o significado torna-se nítido.
            A ilustração mostra os japoneses em longas filas à espera para utilizar o telefônico público, pois no país dos celulares, os serviços ainda não foram totalmente restabelecidos.
            A imagem é de ordem e paciência, todos esperando ordeiramente a sua vez. Isso é reflexo da educação, mas também, e talvez principalmente, da cultura, do respeito ao direito do outro.
            No Japão de cultura milenar, o direito individual não está acima do coletivo, há um respeito por tudo aquilo que é público.
            Ainda temos muito que aprender e evoluir neste sentido. Não basta sermos uma potência econômica, temos que ser uma potencia em educação. Educação desde os bancos escolares fundamentais, passando pelo ensino médio e chegando a academia, pois como não cansa de repetir o Senador Cristóvão Buarque, “as pessoas acham até que quem fala em educação aqui é maluco de uma nota só, não é um patriota preocupado com o futuro do seu país e que percebe que um país sem educação é um país desarmado.”
            Precisamos de uma educação de base preparatória, de um ensino médio que qualifique os adolescentes para a escolha universitária, precisamos de qualidade no ensino superior, precisamos mais de livros do que de televisão, precisamos de mais pesquisa em todas as áreas, um país não se faz só de técnicos, mas também de pessoas que saibam pensar. É isso. Temos que ensinar e aprender a pensar.

André Saldanha
Bolsista Grupo Metamorfose Jurídica/UCS
Abril/2011

sábado, 9 de abril de 2011

Tartarugas e peixes vivos são usados como chaveiros na China


A mais nova bugiganga que está sendo vendida por ambulantes chineses, nas estações de trem e metrô do país, são chaveiros que vêm com uma tartaruga brasileira ou um par de peixinhos dentro de um minúsculo plástico com água colorida.
A denúncia foi feita pelo jornal Global Times, que afirmou que, em apenas cinco minutos, o repórter escalado para checar a denúncia assistiu à venda de 10 chaveiros. Segundo o veículo, para ganhar a simpatia dos compradores, os ambulantes garantem que o acessório traz boa sorte e que a água com corante possui nutrientes que permitem que os animais sobrevivam dentro do chaveiro por meses.
Depois de assistir à transação, o repórter interrogou alguns compradores: enquanto uns realmente acreditaram na balela dos ambulantes e compraram o chaveiro para fazê-lo de amuleto, outros afirmaram adquirir o acessório, apenas, para soltar os animais na natureza.
Seja como for, as ONGs chinesas defensoras dos animais já estão se mobilizando contra a crueldade, que por incrível que pareça não é considerada crime no país. Isso porque, na China, a única lei de proteção animal vigente diz respeito, apenas, aos bichos selvagens de médio e grande porte.

Fonte: http:////super.abril.com.br/blogs/planeta/tartarugas-e-peixes-vivos-sao-usados-como-chaveiros-na-china/ acessado em 08/04/2011 às 19:34.

OPINIÃO: Quando penso que já vi todas as crueldades possíveis contra os animais, ao buscar informações recebo, como um choque elétrico, uma notícia que soa irreal: animais vivos em chaveiros. Onde? Na China. País onde se comete atrocidades contra a vida animal. Nos restaurantes, você escolhe o cão ou gato que deseja comer. A prática de retirada da pele acontece com o animal vivo, sentindo toda a dor que se é possível. E agora usar pequenos animais como amuletos de sorte? Sorte para quem? Não para estes que sofrem por não estarem em seus habitats naturais e ainda sendo usados como meros objetos de consumo por aqueles que não os reconhecem como seres vivos que merecem respeito.

Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq