quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Perdas econômicas por catástrofes naturais batem recorde em 2011



Prejuízo atingiu US$ 366 bilhões, segundo estimativas da ONU.
Terremoto no Japão, em março, foi responsável por cerca de 60% da cifra.
As perdas econômicas provocadas por catástrofes naturais alcançaram um nível recorde em 2011, chegando a US$ 366 bilhões. As estimativas foram publicadas na quarta-feira (18) pela ONU e pelo Centro de Pesquisa sobre a Epidemiologia de Desastres.
No total, a ONU computou 302 desastres naturais em 2011. Entre os considerados de alto impacto, a organização incluiu as chuvas no Brasil, em janeiro.
O prejuízo representa um aumento de 50% em relação ao recorde anterior, de US$ 243 bilhões, atingido em 2005. O terremoto que atingiu o Japão em março foi responsável por 57% do valor total, com uma perda de US$ 210 bilhões.
Já a quantidade de vítimas atingiu 29.782. Cerca que 70% delas morreram em terremotos.
“Se não nos prepararmos para o pior, muitos terremotos em áreas urbanas ao redor do globo vão causar ainda mais perdas humanas no futuro, na medida em que mais e mais pessoas se mudam para cidades”, declarou a diretora da Estratégia Internacional de Prevenção de Catástrofes das Nações Unidas (UNISDR), Margareta Wahkstrom, em comunicado.
Os números da ONU também mostram que 206 milhões de pessoas foram afetadas pelos desastres naturais de 2011. Delas, 106 milhões foram atingidas por cheias, 60 milhões por secas (principalmente na China e no Chifre da África), e 34 milhões por tempestades.
Também foram listados como desastres de alto impacto o furacão Irene, nos Estados Unidos, as enchentes na Tailândia, o terremoto na Turquia e a tempestade Sendong, nas Filipinas. Do total de catástrofes, 45% ocorreram na Ásia.

Opinião: Grandes perdas econômicas, e fica aonde a perda do equilíbrio ecológico? O planeta Terra não suporta mais as criações humanas, o desregrado crescimento tecnológico em busca de um progresso lucrativo, onde o que importa é a economia. Não que esta seja ruim, e sim muito importante, entretanto a questão é até quando considerar a economia mais importante do que o sistema ecológico que nos mantêm vivos? Até quando explorar o meio ambiente sem pensar nas conseqüências? As conseqüências começam a aparecer e se tornam cada vez maiores, o que podemos esperar do futuro?
Após a catástrofe ocorrida no Japão, devido a explosão do reator da usina nuclear de Fukushima, os governantes querem reativar todas as usinas existentes no país, que foram desligadas após o episódio desastroso. O povo começa a protestar, com medo, o medo de não haver futuro como trata Ulrich Beck. O medo começa a tomar conta do mundo, precisamos repensar este progresso tão desejado, é preciso lutar pela conservação daquilo que ainda resta de recursos ambientais. O meio ambiente não suporta mais exploração.


Jéssica Cristianetti
Bolsista BIC/UCS

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