A Polícia Federal estima que o vazamento de óleo ocorrido no mar de Tramandaí na última quinta-feira seja 17 vezes maior do que o divulgado pela Transpetro. A subsidiária da Petrobras estimou que 1,2 metro cúbico da substância foram despejados no mar, o que corresponde a 1,2 mil litros. Para a PF, no entanto, o volume foi de 20 metros cúbicos.
Pela manhã, a PF anunciou que abriu inquérito para apurar o suposto crime ambiental. A Transpetro vai ser investigada por causar poluição em níveis que acarretem danos à saúde humana, com a agravante de impedir o uso das praias, que são públicas.
Especialista em desastres ambientais, o técnico do Ibama Marcelo Amorim também contesta o dado fornecido pela Transpetro sobre o volume do vazamento. Amorim explica que o mangote por onde escapou o petróleo teria uma vazão de 1 mil litros por segundo.
— Seria como se o vazamento tivesse durado um único segundo — refuta ele, coordenador de Atendimento de Emergências Ambientais do Ibama, que foi deslocado de Brasília para atuar na operação em Tramandaí.
Por meio de nota, a Transpetro garantiu que seus cálculos foram baseados "em inspeção visual e em tabelas de medição internacionalmente adotadas". Informou, ainda, que a prioridade inicial era combater a emergência — os dados definitivos, conforme a companhia, serão divulgados após o fim das apurações.
O Departamento de Qualidade da Fundação Estadual de Proteção Ambiental do Estado (Fepam) verificou que não há mais quantidade significativa de óleo na água e liberou o banho de mar nas praias de Tramandaí e Imbé a partir desta segunda.
Opinião: Que tal começarmos a contagem regressiva para o fim da biodiversidade marinha???? É só pensarmos em tantas tragédias ambientais que vem ocorrendo nos oceanos... E por hora, é isso o que tenho para dizer...
Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

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