segunda-feira, 2 de abril de 2012

Banho duas vezes por semana



O ator Leonardo DiCaprio, 37 anos, não é lá muito adepto de um bom banho. (Fonte: http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2012/03/22/leonardo-dicaprio-nao-usa-desodorante-e-toma-banho-quotraramentequot-diz-site.jhtm)

A publicação cita uma fonte próxima à namorada dele, a modelo Erin Heatherton, que estaria às voltas com a higiene pessoal do galã. - "Leo deixou seu amor pelo meio ambiente controlar seu mundo, o que está matando sua vida amorosa", revelou.

A motivação do famoso ator teria a ver com sua preocupação ecológica, conforme diz a chamada do programa Fantástico (01/04/2012): - "Ele só toma banho umas duas vezes por semana para economizar a água e considera desodorante algo antinatural", contou.

A questão transcende a “fofoca” em torno da celebridade global, pois a escassez de água é um problema que ronda uma grande parcela da população e, certamente, o problema certamente irá se agravar.

De acordo com o site UOL Ciência e Saúde (Fonte: http://noticias.uol.com.br/ultnot/cienciaesaude/ultnot/2009/01/07/ult4476u36.jhtm), uma ducha de 15 minutos o que significa um dispêndio de 243 litros de água, o que num ano somaria gastos espantosos de 88.695 litros em um ano.

A corrente adepta do minimalismo já vem defendendo a economia de água a muito tempo, mas precisamos de muito mais, pois o consumo de água por habitante na cidade de São Paulo importa no consumo de 5,65 m3 por mês, ou cerca de 5.650 litros por mês, que considerando a população da cidade, cerca de 10 milhões de pessoas, o consumo alcança a cifra fabulosa de 678.120.000.000 litros (seiscentos e setenta e oito bilhões de litros) por ano.

Estes dados que a primeira vista pouco significam, pois necessitamos de água para nosso sustento, contudo, o gasto do líquido precioso implicará em carestia e escassez.

Isso explica o investimento que grandes grupos privados estão fazendo em cidades do Rio Grande do Sul adquirindo a concessão da exploração do tratamento e distribuição de água, antes monopólio estatal.

Refletindo melhor, Di Cáprio é um visionário e não um relaxado, ele certamente está mais preparado para enfrentar o problema hídrico que muitos de nós.


André Saldanha
PRBIC/FAPERGS

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