O Conselho de Segurança emitiu uma declaração nesta quarta-feira (03/08) condenando a violação dos direitos humanos na Síria e o uso da força contra civis. Por meio de um comunicado lido pelo Embaixador indiano Hardeep Singh Puri – que preside o Conselho este mês – o órgão pediu que as autoridades sírias parem de usar a força contra a população e permitam o acesso da ajuda humanitária aos necessitados.
Dentre os Membros do Conselho, apenas o Líbano se desassociou da declaração, mas não se impôs à adoção da mesma. A declaração ressaltou que a única solução para o atual conflito na Síria tem de ser feita através de um processo político inclusivo, liderado pelo governo local, com o objetivo de atender às aspirações legítimas da população.
Além disso, foi pedido que as autoridades sírias cooperem plenamente com o Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH).
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, elogiou a declaração do Conselho, dizendo que ela envia “uma mensagem clara à comunidade internacional” para que as autoridades da Síria parem suas ações “brutais chocantes”. Ele pediu ao Presidente sírio, Bashar al-Assad que cesse a repressão violenta, reiterando a necessidade de atender às preocupações da população.
Respondendo ao pedido do Conselho para enviar informações atualizadas sobre a situação no país, Ban disse que irá mobilizar todas as agências da ONU e cooperar com ONGs e outros grupos para isso. Ele ressaltou que sua avaliação será “isenta, imparcial e fiel aos fatos”.
OPINIÃO: O Mundo às vezes, parece-me, uma bomba prestes a explodir, diante a desumanidade da humanidade. Um dia a Somália, outro a Etiópia, o problema político na Síria. Pessoas morrem a toda hora das maneiras mais brutais e desumanas que possam existir, e nós vivendo na mediocridade de achar que as coisas estão melhorando. Então, lembro-me de uma conversa entre amigos, onde discutíamos sobre a miserabilidade das pessoas. E por miserável passo a entender o ser que se diz “humano”, mas que é incapaz de desfazer-se de algo seu, de partilhar, de compartilhar o pouco que tem. Miserável não é apenas o individuo de poucos recursos, deficiente de bens materiais, mas aquele fraco de espiritualidade, e desses o mundo esta minado, os problemas sociais da atualidade só estão a comprovar isto.
Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq.

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