sábado, 9 de abril de 2011

Tartarugas e peixes vivos são usados como chaveiros na China


A mais nova bugiganga que está sendo vendida por ambulantes chineses, nas estações de trem e metrô do país, são chaveiros que vêm com uma tartaruga brasileira ou um par de peixinhos dentro de um minúsculo plástico com água colorida.
A denúncia foi feita pelo jornal Global Times, que afirmou que, em apenas cinco minutos, o repórter escalado para checar a denúncia assistiu à venda de 10 chaveiros. Segundo o veículo, para ganhar a simpatia dos compradores, os ambulantes garantem que o acessório traz boa sorte e que a água com corante possui nutrientes que permitem que os animais sobrevivam dentro do chaveiro por meses.
Depois de assistir à transação, o repórter interrogou alguns compradores: enquanto uns realmente acreditaram na balela dos ambulantes e compraram o chaveiro para fazê-lo de amuleto, outros afirmaram adquirir o acessório, apenas, para soltar os animais na natureza.
Seja como for, as ONGs chinesas defensoras dos animais já estão se mobilizando contra a crueldade, que por incrível que pareça não é considerada crime no país. Isso porque, na China, a única lei de proteção animal vigente diz respeito, apenas, aos bichos selvagens de médio e grande porte.

Fonte: http:////super.abril.com.br/blogs/planeta/tartarugas-e-peixes-vivos-sao-usados-como-chaveiros-na-china/ acessado em 08/04/2011 às 19:34.

OPINIÃO: Quando penso que já vi todas as crueldades possíveis contra os animais, ao buscar informações recebo, como um choque elétrico, uma notícia que soa irreal: animais vivos em chaveiros. Onde? Na China. País onde se comete atrocidades contra a vida animal. Nos restaurantes, você escolhe o cão ou gato que deseja comer. A prática de retirada da pele acontece com o animal vivo, sentindo toda a dor que se é possível. E agora usar pequenos animais como amuletos de sorte? Sorte para quem? Não para estes que sofrem por não estarem em seus habitats naturais e ainda sendo usados como meros objetos de consumo por aqueles que não os reconhecem como seres vivos que merecem respeito.

Daísa Rizzotto Rossetto
Bolsista BIC/CNPq

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